Empolgação com a IA [Jornal NH]

Empolgação com a IA [Jornal NH]

A Inteligência Artificial não surgiu agora. Suas ideias começaram lá atrás, nos anos 1950, com estudos de cientistas como Alan Turing. Nos últimos anos, ganhou força com computadores mais potentes e grande volume de dados. A virada mais recente aconteceu quando a tecnologia passou a criar textos, imagens e respostas, entrando de vez no dia a dia das empresas.

Mas como saber se é hora de investir ou ter cuidado?

Existem modelos bastante conhecidos que mostram como as novas tecnologias evoluem. Quase toda novidade passa por cinco momentos: primeiro, a descoberta; depois, a empolgação exagerada; em seguida, a frustração; mais adiante, o aprendizado; e por fim, o uso produtivo, quando começa a dar resultado de verdade.

Hoje, a Inteligência Artificial parece estar saindo da fase da empolgação e entrando em um momento mais realista. Muitas empresas perceberam que não é tão simples quanto parecia. Há dificuldades de implantação, regras a serem seguidas e questões éticas importantes.

Isso não quer dizer que deu errado. Pelo contrário. Significa que estamos amadurecendo. A empolgação está dando lugar ao aprendizado.

Para quem investe, o recado é claro: menos entusiasmo cego e mais análise. Para o público em geral, vale lembrar: a Inteligência Artificial é uma ferramenta poderosa, mas não faz milagres. Funciona melhor quando usada com responsabilidade e pensamento crítico.

Na história, as tecnologias que realmente mudam o mundo são justamente aquelas que sobrevivem depois que passa a fase da moda.

@Speaker_Alexandre_Garcia

| Palestrante | Escritor | Pesquisador | Doutor em Inovação | Facilitador | Professor de Pós Graduação |